sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

SAUDADE


Saudade é a prova de que vivemos.
As alegrias e as tristezas; o passado que ficou “lá” e o futuro
idealizado que há de vir; as coisas experimentadas e outras
não completadas; o aperto no peito, o sorriso nos lábios...
Saudade é uma prova vital da sensibilidade quando se fala
de vida e de sentimentos.
Saudade é a felicidade daquele que viveu, acreditou na vida
e guardou as lembranças queridas.


Vera Z Albuquerque

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

COMPREENDER TUDO E TODOS; PRINCIPALMENTE, A NÓS MESMOS

A vida espera de nós amor e o eterno cocriar.
Quando seguimos conceitos sem nos identificar com eles,
apenas por comodismo, sem haver real identificação nossa,
abrimos mão da liberdade, maior bem a que podemos aspirar.
É necessário duvidar do Universo, interrogá-lo, para poder
descobrir seus tesouros e segredos.
Pois tudo aquilo que nosso coração com sinceridade busca,
com certeza encontra.
Quando descobrimos a fonte de amor em nós, descobrimos
Deus, descobrimos que somos deuses em uma escala menor,
filhos Dele.
Portanto, o que devemos buscar é cada vez maior sintonia
com aquilo que já é nosso, que é parte de cada ser humano,
que é a Vida que existe em nós.
O ser humano na Terra, hoje, é muito desprovido de fé em si
mesmo. Toda pessoa que tivesse fé suficiente em si mesma e
na Vida teria, através da prática de acalmar seus pensamentos
e dos instrumentos que a Vida nos envia, todo o conhecimento
que necessita em seu estágio de compreensão para caminhar
com a luz necessária para enxergar seu caminho com clareza.
O que devemos realizar é esse aprofundamento em nós mesmos.
Para isso precisamos dedicar alguns momentos para estarmos
conosco, sem sermos incomodados, serenos. Um lápis e papel
para escrevermos tudo que nos vem à mente, deixando fluir
nossos pensamentos.
É preciso conhecer nosso inconsciente, as razões ocultas
que nos fazem agir desta ou daquela maneira.
E só nesse contato conosco, agindo como verdadeiros amigos
nossos, nos acolhendo e aceitando, sem julgamentos nem
condenações é que começaremos a nos conhecer e a
estabelecermos um contato sereno e amigo com a pessoa que
sempre nos acompanha em todos os momentos de nossas vidas:
nós mesmos.
Se não abrirmos esse espaço de amor por nós mesmos, perdemos
a lucidez, a capacidade de compreender cada etapa de nossa
vida e o ser integral que somos nós perante Deus e a eternidade.
Nós talvez não imaginamos como pode elevar nossa frequência
vibratória a percepção de cada momento e a percepção de nossas
reações ante pessoas e fatos. E o prazer que advém dessa observação.
O que torna uma pessoa espiritual é caminhar dentro da lucidez e
compreensão, no controle de sua própria vida.
Só a compreensão proporciona evolução e espiritualidade.
Só existe uma meta: a consciência total de nós mesmos e do
universo, jornada infinita, porque a cada degrau que subimos,
vemos a nós mesmos e à Vida de um outro ângulo.

Vera Z Albuquerque

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

OBJETIVO DE FIM DE VIDA

Ainda sou útil, apesar da idade avançada.
O meu cérebro não perdeu o vigor.
Sinto que absorveu muito e que nunca esteve tão bem alimentado.
É errado pensar que a velhice é um declive por onde vamos caindo:
muito pelo contrário, subimos, e a passos largos, surpreendentes.
O trabalho intelectual faz-se tão rapidamente como nas crianças
o trabalho físico.
Não é que não nos aproximemos do fim da vida, mas faremo-lo
como se fosse um objetivo, e não o derradeiro e fatal baixio onde
encalharemos para sempre. 

(George Sand, in 'Diário Íntimo')

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O TEMPO E A VIDA

O tempo passa, e com ele as coisas também passam.
Algumas coisas permanecem, mas não do mesmo jeito,
porque mudam, a vida muda.
Tudo muda: o lugar, as pessoas, os sentimentos...
a situação é outra.
Dentro de uma dinâmica imposta pela vida, os encontros,
desencontros e reencontros chegam conosco a um tempo
novo, e a época é outra.
Esse é o propósito da vida, mostrar-nos que nada é estático.
Se estamos aqui, neste mundo que vivemos, para ficar
sempre do mesmo jeito, fazendo as mesmas coisas, fixados
no mesmo lugar, e assim por diante... para permanecer numa
mesma situação, com pensamentos, sentimentos, atitudes
sempre iguais... Fica a pergunta: por que estar aqui?
O tempo passa, coisas velhas se vão e coisas novas chegam.
A vida não para; e, é preciso estar atento para isso.
Para que possamos aprender a lidar com as coisas novas,
propriamente o novo em nossa vida temos que aprender a
caminhar, passo a passo, muitas vezes, a duras penas,
buscando objetivos, traçando metas para alcançá-los.
Acertando ou errando, o importante é aprender; inclusive,
faz parte deste caminhar, o enfrentar novos desafios.
Devemos deixar o passado para trás, aceitando-o, bem
como as circunstâncias da vida que não podemos mudar.
Isso já nos trará um alívio e a paz de espírito que tanto
procuramos.
Devemos olhar cada dia como um novo começo e pensar
que cada dia nos propicia uma nova oportunidade de seguir
em frente com sonhos e esperança de realizá-los.
Seguir com fé, este poder maior que nos ajuda a encontrar
a direção certa para a nossa vida.
Essa fé, esse poder interior, que reside dentro de cada um de
nós é o acreditar em nós próprios, nas nossas potencialidades,
na nossa capacidade de atuação; ter amor próprio e auto estima.
Essa fé precisa existir em nós e estar sempre conosco caso
necessitemos lançar mão de sua ajuda.
Ter consciência da presença dessa fé, dessa força maior,
nos fortalece a cada momento dessa jornada da vida.

Vera Z Albuquerque

domingo, 2 de fevereiro de 2014

APRENDENDO SEMPRE

“Ninguém ignora tudo.
Ninguém sabe tudo.
Todos nós sabemos alguma coisa.
Todos nós ignoramos alguma coisa.
Por isso aprendemos sempre.”

(Paulo Freire)

sábado, 1 de fevereiro de 2014

A REGRA FUNDAMENTAL DE VIDA

Quando nós dizemos o bem, ou o mal... há uma série de pequenos
satélites desses grandes planetas, e que são a pequena bondade,
a pequena maldade, a pequena inveja, a pequena dedicação...
No fundo é disso que se faz a vida das pessoas, ou seja, de fraquezas,
de debilidades... Por outro lado, para as pessoas para quem isto tem
alguma importância, é importante ter como regra fundamental de
vida não fazer mal a outrem.
A partir do momento em que tenhamos a preocupação de respeitar
esta simples regra de convivência humana, não vale a pena
perdermo-nos em grandes filosofias sobre o bem e sobre o mal.
«Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti» parece um
ponto de vista egoísta, mas é o único do gênero por onde se chega não
ao egoísmo mas à relação humana. 

(José Saramago, in "Revista Diário da Madeira, Junho 1994")