Vamos conversar sobre o cotidiano, conflitos, problemas emocionais e interesses sociais... a Vida
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
VIDAS
Pintura: Artista Plástica
VERA Z ALBUQUERQUE
Técnica: Óleo sobre Tela
Tamanho: 30X40
“VIDAS” (1992) Acervo
"O olhar é uma janela aberta para a vida,
e, na noite de cisma, enevoada e calma,
na janela do olhar se debruça nossa alma!"
"E é tão doce sonhar!... A vida, nesta terra,
vale apenas, talvez, pelo sonho que encerra."
(Menotti Del Picchia)
O AMOR MAIOR
"O amor é preocupação. Ter o coração já previamente ocupado.
Ter medo que alguma coisa de mal aconteça à pessoa amada.
Sofrer mais por não poder aliviar o sofrimento da pessoa amada
do que ela própria sofre.
O amor é banal. É por isso que é tão bonito. O que se quer da
pessoa amada: antes que ela nos ame também, é que ela seja feliz,
que seja saudável, que tudo lhe corra bem. Embora se saiba que o
mundo não o permite, passa-se por cima da realidade, do raciocínio
do que é possível, e quer-se, e espera-se, que Deus abra, no caso
dela, uma exceção.
A paixão pode parecer mais interessante. Mas irrita-me que se
compare com o amor. Como se pode comparar dois sentimentos
que não têm uma única semelhança? Se o amor e a paixão coincidem,
é como a cor do céu e do mar num dia de Verão — é uma alegria, mas
nada nos diz acerca do que distingue o ar da água.
Dizer que o amor pode começar como paixão é uma forma falaciosa
de estabelecer uma continuidade entre uma e outra, geralmente
pejorativa para o amor, que é entendido como um resíduo da paixão,
uma consequência menos alterosa, mas mais profunda, menos excitante
mas mais eterna.
O amor começa pelo amor. É o céu. O céu foi criado primeiro. A paixão
é um simples impulso físico, material, mensurável, explicável por todas
as ciências da atração. É o mar. O mar está mais perto de nós. Podemos
chegar ao fundo dele. A diferença entre o amor e a paixão é como a
diferença entre a cosmologia e a oceanografia. O mar tem fim, tem peso,
tem vida. O céu não tem limite. O céu é dos astrônomos e dos poetas,
que sabem que hão de morrer sem percebê-lo. O mar é dos cientistas e
dos observadores, que podem passar a vida dentro dele, sabendo que é
finito e perceptível. O céu, como o amor, tem Deus acima dele. O mar,
como a paixão, tem o Homem lá dentro. Compare-se o efeito que os
anjos têm sobre nós com o que têm as sereias e perceber-se-á a distância
entre a religião e a mitologia. A religião é uma coisa de Deus, do amor
— a mitologia é uma coisa de pessoas feitas deuses, de paixão.
Como coincidem tantas vezes amor e paixão, é preciso isolá-los para não
confundi-los. Basta responder à velha pergunta, sem responder depressa,
com as velhas mentiras com que nos enganamos uns aos outros: «Se essa
pessoa só conseguisse ser feliz amando outra, seria capaz de desejar que
isso acontecesse, custasse o que me custasse?» Só quem ama responderá
que sim. Imediatamente. Porque o amor é claro, é inevitável e, para além
do mais, é um dom maior, maior que o amor-próprio, uma dádiva que
ultrapassa as privações e o sofrimento."
(Miguel Esteves Cardoso, in 'Explicações de Português')
[Crítico/Escritor/Jornalista, Portugal, n. 25 Jul 1955]
Ter medo que alguma coisa de mal aconteça à pessoa amada.
Sofrer mais por não poder aliviar o sofrimento da pessoa amada
do que ela própria sofre.
O amor é banal. É por isso que é tão bonito. O que se quer da
pessoa amada: antes que ela nos ame também, é que ela seja feliz,
que seja saudável, que tudo lhe corra bem. Embora se saiba que o
mundo não o permite, passa-se por cima da realidade, do raciocínio
do que é possível, e quer-se, e espera-se, que Deus abra, no caso
dela, uma exceção.
A paixão pode parecer mais interessante. Mas irrita-me que se
compare com o amor. Como se pode comparar dois sentimentos
que não têm uma única semelhança? Se o amor e a paixão coincidem,
é como a cor do céu e do mar num dia de Verão — é uma alegria, mas
nada nos diz acerca do que distingue o ar da água.
Dizer que o amor pode começar como paixão é uma forma falaciosa
de estabelecer uma continuidade entre uma e outra, geralmente
pejorativa para o amor, que é entendido como um resíduo da paixão,
uma consequência menos alterosa, mas mais profunda, menos excitante
mas mais eterna.
O amor começa pelo amor. É o céu. O céu foi criado primeiro. A paixão
é um simples impulso físico, material, mensurável, explicável por todas
as ciências da atração. É o mar. O mar está mais perto de nós. Podemos
chegar ao fundo dele. A diferença entre o amor e a paixão é como a
diferença entre a cosmologia e a oceanografia. O mar tem fim, tem peso,
tem vida. O céu não tem limite. O céu é dos astrônomos e dos poetas,
que sabem que hão de morrer sem percebê-lo. O mar é dos cientistas e
dos observadores, que podem passar a vida dentro dele, sabendo que é
finito e perceptível. O céu, como o amor, tem Deus acima dele. O mar,
como a paixão, tem o Homem lá dentro. Compare-se o efeito que os
anjos têm sobre nós com o que têm as sereias e perceber-se-á a distância
entre a religião e a mitologia. A religião é uma coisa de Deus, do amor
— a mitologia é uma coisa de pessoas feitas deuses, de paixão.
Como coincidem tantas vezes amor e paixão, é preciso isolá-los para não
confundi-los. Basta responder à velha pergunta, sem responder depressa,
com as velhas mentiras com que nos enganamos uns aos outros: «Se essa
pessoa só conseguisse ser feliz amando outra, seria capaz de desejar que
isso acontecesse, custasse o que me custasse?» Só quem ama responderá
que sim. Imediatamente. Porque o amor é claro, é inevitável e, para além
do mais, é um dom maior, maior que o amor-próprio, uma dádiva que
ultrapassa as privações e o sofrimento."
(Miguel Esteves Cardoso, in 'Explicações de Português')
[Crítico/Escritor/Jornalista, Portugal, n. 25 Jul 1955]
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
SILÊNCIO...
“O silêncio é um amigo que nunca trai.” (Confúcio)
“O silêncio é de ouro e muitas vezes é resposta.”
(Sabedoria popular)
“Cala-te primeiro se queres que os outros se calem.” (Sêneca)
“Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar,
mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela.”
(Albert Einstein)
“Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras
são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.”
(Oscar Wilde)
“Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância
com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e,
por estranho que pareça, sou grato a esses professores.”
(Khalil Gibran)
“Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar
o inexprimível é a música.” (Aldous Huxley)
“No final, não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos,
mas do silêncio dos nossos amigos.” (Martin Luther King)
PEQUENO ESCLARECIMENTO
“Os poetas não são azuis nem nada, como pensam alguns
supersticiosos, nem sujeitos a ataques súbitos de levitação.
O de que eles mais gostam é estar em silêncio - um silêncio
que subjaz a quaisquer escapes motorísticos e declamatórios.
Um silêncio... Este impoluível silêncio em que escrevo e em
que tu me lês.” (Mario Quintana)
A melhor mensagem é aquela que sai em silêncio de nossos
corações e conforta com carinho os corações daqueles que
nos acompanham em nossa caminhada pela vida.
Às vezes você não precisa dizer nada para alguém que está
chorando; em silêncio, só precisa dar um abraço com ternura.
Vera Z Albuquerque
“O silêncio é de ouro e muitas vezes é resposta.”
(Sabedoria popular)
“Cala-te primeiro se queres que os outros se calem.” (Sêneca)
“Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar,
mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela.”
(Albert Einstein)
“Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras
são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.”
(Oscar Wilde)
“Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância
com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e,
por estranho que pareça, sou grato a esses professores.”
(Khalil Gibran)
“Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar
o inexprimível é a música.” (Aldous Huxley)
“No final, não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos,
mas do silêncio dos nossos amigos.” (Martin Luther King)
PEQUENO ESCLARECIMENTO
“Os poetas não são azuis nem nada, como pensam alguns
supersticiosos, nem sujeitos a ataques súbitos de levitação.
O de que eles mais gostam é estar em silêncio - um silêncio
que subjaz a quaisquer escapes motorísticos e declamatórios.
Um silêncio... Este impoluível silêncio em que escrevo e em
que tu me lês.” (Mario Quintana)
A melhor mensagem é aquela que sai em silêncio de nossos
corações e conforta com carinho os corações daqueles que
nos acompanham em nossa caminhada pela vida.
Às vezes você não precisa dizer nada para alguém que está
chorando; em silêncio, só precisa dar um abraço com ternura.
Vera Z Albuquerque
PRIMAVERA, SEJA BEM-VINDA !
“Primavera não é uma simples estação de flores,
é muito mais, é um colorido da alma.”
(Jaak Bosmans)
“Sinto-me como uma semente no meio do inverno, sabendo que
a primavera se aproxima.
O broto romperá a casca e a vida que ainda dorme em mim haverá
de subir para a superfície, quando for chamada.
O silêncio é doloroso, mas é no silêncio que as coisas tomam
forma, e existe momentos em nossas vidas que tudo que devemos
fazer é esperar.
Dentro de cada um, no mais profundo no ser, está uma força que
vê e escuta aquilo que não podemos ainda perceber.
Tudo o que somos hoje nasceu daquele silêncio de ontem.
Somos muito mais capazes do que pensamos.
Há momentos em que a única maneira de aprender é não tomar
qualquer iniciativa, não fazer nada.
Porque, mesmo nos momentos de total inação, esta nossa parte
secreta está trabalhando e aprendendo.
Quando o conhecimento oculto na alma se manifesta, ficamos
surpresos conosco mesmos, e nossos pensamentos de inverno se
transformam em flores, que cantam canções nunca antes sonhadas.
A vida sempre nos dará mais do que achamos que merecemos.”
(Khalil Gibran)
terça-feira, 1 de setembro de 2015
ALÉM DA TERRA, ALÉM DO CÉU
"Os sensíveis sofrem mais, mas amam mais e sonham mais."
(Augusto Cury)
"Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver."
(Carlos Drummond de Andrade)
(Augusto Cury)
"Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver."
(Carlos Drummond de Andrade)
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