Vamos conversar sobre o cotidiano, conflitos, problemas emocionais e interesses sociais... a Vida
sábado, 31 de janeiro de 2015
O MAIOR AMOR E AS COISAS QUE SE AMAM
“Não falemos mais.
As coisas que se amam, os sentimentos que se
afagam guardam-se com a chave daquilo a que
chamamos «pudor» no cofre do coração.
A eloquência profana-os.
A arte, revelando-os, torna-os pequenos e vis.
O próprio olhar não os deve revelar.
Sabeis decerto que o maior amor não é aquele
que a palavra suave puramente exprime.
Nem é aquele que o olhar diz, nem aquele que
a mão comunica tocando levemente noutra mão.
É aquele que quando dois seres estão juntos,
não se olhando nem tocando os envolve como
uma nuvem, que lhes (...)
Esse amor não se deve dizer nem revelar.
Não se pode falar dele.”
(Fernando Pessoa, 'Inéditos')
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
A VIDA DEVE SER ENTENDIDA
“Cada pessoa deve trabalhar para o seu aperfeiçoamento
e, ao mesmo tempo, participar da responsabilidade coletiva
por toda a humanidade.”
“Seja menos curioso sobre as pessoas e mais curioso sobre as ideias.”
“Eu nunca vejo o que já foi feito.
Eu somente vejo o que ainda falta para ser feito.”
“Nada na vida deve ser temido, somente compreendido.
Agora é hora de compreender mais para temer menos.”
(Marie Curie)
[Marie Curie de Maria Skłodowska-Curie (1867 - 1934), foi
uma cientista polonesa. Descobriu o Rádio (elemento químico).
Foi a primeira mulher a ser laureada com o Prêmio Nobel.
Prêmio Nobel de Física em 1903 pelas suas descobertas no
campo da radioatividade; e Prêmio Nobel de Química em 1911.]
e, ao mesmo tempo, participar da responsabilidade coletiva
por toda a humanidade.”
“Seja menos curioso sobre as pessoas e mais curioso sobre as ideias.”
“Eu nunca vejo o que já foi feito.
Eu somente vejo o que ainda falta para ser feito.”
“Nada na vida deve ser temido, somente compreendido.
Agora é hora de compreender mais para temer menos.”
(Marie Curie)
[Marie Curie de Maria Skłodowska-Curie (1867 - 1934), foi
uma cientista polonesa. Descobriu o Rádio (elemento químico).
Foi a primeira mulher a ser laureada com o Prêmio Nobel.
Prêmio Nobel de Física em 1903 pelas suas descobertas no
campo da radioatividade; e Prêmio Nobel de Química em 1911.]
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
A MISSÃO DE CONTINUAR A VIDA
“Ninguém se pode possuir inteiramente, porque se ignora,
porque somos um mistério. Para nós mesmos.
Podemos sim, ser mais conscientes de uma determinada
missão que temos no mundo.
Todos nós somos uma missão. Somos a missão de continuar
a vida, aperfeiçoando-a, festejando-a e não destruindo-a
como se está a fazer hoje.
Eu não tenho certezas, mas tenho convicções e uma das minhas
convicções mais firmes é que nascemos para a liberdade.
E, no entanto, veja o paradoxo: essa liberdade, esse caminho
para a liberdade está a ser cada vez mais obscurecido por aquilo
que observamos no nosso mundo de hoje.
Nós chegamos a esta coisa terrível, o chamado equilíbrio nuclear,
que é o jogo de escondidas de duas disponibilidades criminosas
para suprimir a humanidade.
A humanidade está hoje pronta (parece que está sempre pronta!)
para pôr luto por si própria.
Isto não é uma forma humana de viver.
Esta tragédia tem que ser a sua «húbris», que é, digamos,
a arrogância que desencadeia a catástrofe punitiva.
E o que me perturba muito, o que me assusta, é que países que
subscrevem, que proclamam os direitos humanos, possam entrar
num jogo fatal destes, um jogo que se destina a suprimir o homem.”
(Natália Correia, in 'Entrevista (1983)')
[Poeta, Portugal 1923 // 1993]
porque somos um mistério. Para nós mesmos.
Podemos sim, ser mais conscientes de uma determinada
missão que temos no mundo.
Todos nós somos uma missão. Somos a missão de continuar
a vida, aperfeiçoando-a, festejando-a e não destruindo-a
como se está a fazer hoje.
Eu não tenho certezas, mas tenho convicções e uma das minhas
convicções mais firmes é que nascemos para a liberdade.
E, no entanto, veja o paradoxo: essa liberdade, esse caminho
para a liberdade está a ser cada vez mais obscurecido por aquilo
que observamos no nosso mundo de hoje.
Nós chegamos a esta coisa terrível, o chamado equilíbrio nuclear,
que é o jogo de escondidas de duas disponibilidades criminosas
para suprimir a humanidade.
A humanidade está hoje pronta (parece que está sempre pronta!)
para pôr luto por si própria.
Isto não é uma forma humana de viver.
Esta tragédia tem que ser a sua «húbris», que é, digamos,
a arrogância que desencadeia a catástrofe punitiva.
E o que me perturba muito, o que me assusta, é que países que
subscrevem, que proclamam os direitos humanos, possam entrar
num jogo fatal destes, um jogo que se destina a suprimir o homem.”
(Natália Correia, in 'Entrevista (1983)')
[Poeta, Portugal 1923 // 1993]
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
NINGUÉM SE CONHECE A SI MESMO
“Julga que se conhece, se não se construir de algum modo?
E julga que eu posso conhecê-lo, se não o construir à minha maneira?
E julga que me pode conhecer, se não me construir à sua maneira?
Só podemos conhecer aquilo a que conseguimos dar forma.
Mas que conhecimento pode ser esse?
Não será essa forma a própria coisa?
Sim, tanto para mim como para si; mas não da mesma maneira para
mim e para si: isso é tão verdade que eu não me reconheço na forma
que você me dá, nem você se reconhece na forma que eu lhe dou;
e a mesma coisa não é igual para todos e mesmo para cada um de nós
pode mudar constantemente.
E, contudo, não há outra realidade fora desta, a não ser na forma
momentânea que conseguimos dar a nós mesmos, aos outros e às coisas.
A realidade que eu tenho para si está na forma que você me dá; mas
é realidade para si, não é para mim.
E, para mim mesmo, eu não tenho outra realidade senão na forma que
consigo dar a mim próprio.
Como?
Construindo-me, precisamente.”
(Luigi Pirandello, in “Um, Ninguém e Cem Mil”)
[Escritor/Dramaturgo, Itália 1867 // 1936]
E julga que eu posso conhecê-lo, se não o construir à minha maneira?
E julga que me pode conhecer, se não me construir à sua maneira?
Só podemos conhecer aquilo a que conseguimos dar forma.
Mas que conhecimento pode ser esse?
Não será essa forma a própria coisa?
Sim, tanto para mim como para si; mas não da mesma maneira para
mim e para si: isso é tão verdade que eu não me reconheço na forma
que você me dá, nem você se reconhece na forma que eu lhe dou;
e a mesma coisa não é igual para todos e mesmo para cada um de nós
pode mudar constantemente.
E, contudo, não há outra realidade fora desta, a não ser na forma
momentânea que conseguimos dar a nós mesmos, aos outros e às coisas.
A realidade que eu tenho para si está na forma que você me dá; mas
é realidade para si, não é para mim.
E, para mim mesmo, eu não tenho outra realidade senão na forma que
consigo dar a mim próprio.
Como?
Construindo-me, precisamente.”
(Luigi Pirandello, in “Um, Ninguém e Cem Mil”)
[Escritor/Dramaturgo, Itália 1867 // 1936]
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
A RIQUEZA DE ESPÍRITO NO ESTADO DE DOENÇA
"Considerando como a doença é comum, como é tremenda
a mudança espiritual que traz, como é espantoso quando
as luzes da saúde se apagam, as regiões por descobrir que
se revelam, que extensões desoladas e desertos da alma uma
ligeira gripe nos faz ver, que precipícios e relvados pontilhados
de flores brilhantes uma pequena subida de temperatura expõe,
que antigos e rijos carvalhos são desenraizados em nós pela
ação da doença, como nos afundamos no poço da morte e
sentimos as águas da aniquilação fecharem-se acima da cabeça
e acordamos julgando estar na presença de anjos e harpas quando
tiramos um dente, vimos à superfície na cadeira do dentista e
confundimos o seu «bocheche... bocheche» com saudação da
divindade debruçada no chão do céu para nos dar as boas-vindas
- quando pensamos nisto, como tantas vezes somos forçados
a pensar, torna-se realmente estranho que a doença não tenha
arranjado um lugar, juntamente com o amor, as batalhas e o
ciúme, por entre os principais temas da literatura."
(Virginia Woolf, in "Acerca de Estar Doente")
a mudança espiritual que traz, como é espantoso quando
as luzes da saúde se apagam, as regiões por descobrir que
se revelam, que extensões desoladas e desertos da alma uma
ligeira gripe nos faz ver, que precipícios e relvados pontilhados
de flores brilhantes uma pequena subida de temperatura expõe,
que antigos e rijos carvalhos são desenraizados em nós pela
ação da doença, como nos afundamos no poço da morte e
sentimos as águas da aniquilação fecharem-se acima da cabeça
e acordamos julgando estar na presença de anjos e harpas quando
tiramos um dente, vimos à superfície na cadeira do dentista e
confundimos o seu «bocheche... bocheche» com saudação da
divindade debruçada no chão do céu para nos dar as boas-vindas
- quando pensamos nisto, como tantas vezes somos forçados
a pensar, torna-se realmente estranho que a doença não tenha
arranjado um lugar, juntamente com o amor, as batalhas e o
ciúme, por entre os principais temas da literatura."
(Virginia Woolf, in "Acerca de Estar Doente")
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
ARRISQUE VIVER SEUS SONHOS
"Amadurecemos a medida que enfrentamos nossos
problemas com a mesma coragem e determinação
que batalhamos por nossos sonhos."
Vera Z Albuquerque
"O mundo está nas mãos daqueles que tem coragem
de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos."
(Charlie Chaplim)
"A sabedoria suprema é ter sonhos bastante grandes
para não se perderem de vista enquanto os perseguimos."
(William Faulkner, n. 25 Set 1897)
problemas com a mesma coragem e determinação
que batalhamos por nossos sonhos."
Vera Z Albuquerque
"O mundo está nas mãos daqueles que tem coragem
de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos."
(Charlie Chaplim)
"A sabedoria suprema é ter sonhos bastante grandes
para não se perderem de vista enquanto os perseguimos."
(William Faulkner, n. 25 Set 1897)
domingo, 25 de janeiro de 2015
NOSSO MEDO
“Nosso medo mais profundo não é que sejamos inadequados.
Nosso medo mais profundo é que sejamos poderosos demais.
É nossa sabedoria, não nossa ignorância, o que mais nos apavora.
Perguntamo-nos: 'Quem sou eu para ser brilhante, belo, talentoso,
fabuloso?'
Na verdade, por que você não seria?
Você é um filho de Deus. Seu medo não serve ao mundo.
Não há nada de iluminado em se diminuir para que outras pessoas
não se sintam inseguras perto de você.
Nascemos para expressar a glória de Deus que há em nós.
Ela não está em apenas alguns de nós; está em todas as pessoas.
E quando deixamos que essa nossa luz brilhe, inconscientemente
permitimos que outras pessoas façam o mesmo.
Quando nos libertamos de nosso medo, nossa presença
automaticamente liberta as outras pessoas.”
(Nelson Mandela)
Nosso medo mais profundo é que sejamos poderosos demais.
É nossa sabedoria, não nossa ignorância, o que mais nos apavora.
Perguntamo-nos: 'Quem sou eu para ser brilhante, belo, talentoso,
fabuloso?'
Na verdade, por que você não seria?
Você é um filho de Deus. Seu medo não serve ao mundo.
Não há nada de iluminado em se diminuir para que outras pessoas
não se sintam inseguras perto de você.
Nascemos para expressar a glória de Deus que há em nós.
Ela não está em apenas alguns de nós; está em todas as pessoas.
E quando deixamos que essa nossa luz brilhe, inconscientemente
permitimos que outras pessoas façam o mesmo.
Quando nos libertamos de nosso medo, nossa presença
automaticamente liberta as outras pessoas.”
(Nelson Mandela)
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