“As coisas que nos assustam são em maior número do que
as que efetivamente fazem mal, e afligimo-nos mais pelas
aparências do que pelos fatos reais.”
(Séneca)
Vamos conversar sobre o cotidiano, conflitos, problemas emocionais e interesses sociais... a Vida
sábado, 28 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
A INTELIGÊNCIA E O CARÁCTER DAS MASSAS
“O nosso tempo é rico em mentes inventivas, cujas
invenções podem facilitar consideravelmente as nossas vidas.
Estamos a atravessar os mares com potência e a utilizar a
potência também para libertar a humanidade de todo o trabalho
muscular cansativo.
Aprendemos a voar e somos capazes de enviar mensagens e
notícias sem qualquer dificuldade para todo o mundo através
de ondas elétricas.
Contudo, a produção e a distribuição de bens estão completamente
desorganizadas, de tal forma que toda a gente vive com medo de ser
completamente eliminada do ciclo econômico, sofrendo deste modo
do querer tudo.
Para além disso, as pessoas que vivem em países diferentes matam-se
umas às outras com intervalos de tempo irregulares, de tal modo que,
também por esta razão, todo aquele que pensa no futuro vive no medo
e no terror.
Isto deve-se ao fato de a inteligência e o carácter das massas serem
incomparavelmente menores do que a inteligência e o carácter dos
poucos que produzem algo de verdadeiramente válido para a comunidade.
Tenho confiança em que a posteridade lerá estas afirmações com um
sentimento de orgulho e superioridade justificada.”
(Albert Einstein, in 'Discurso (1938) - integrado em casulo
a ser aberto 5000 anos mais tarde')
[Físico, Teoria da Relatividade, Alemanha 1879 // 1955]
invenções podem facilitar consideravelmente as nossas vidas.
Estamos a atravessar os mares com potência e a utilizar a
potência também para libertar a humanidade de todo o trabalho
muscular cansativo.
Aprendemos a voar e somos capazes de enviar mensagens e
notícias sem qualquer dificuldade para todo o mundo através
de ondas elétricas.
Contudo, a produção e a distribuição de bens estão completamente
desorganizadas, de tal forma que toda a gente vive com medo de ser
completamente eliminada do ciclo econômico, sofrendo deste modo
do querer tudo.
Para além disso, as pessoas que vivem em países diferentes matam-se
umas às outras com intervalos de tempo irregulares, de tal modo que,
também por esta razão, todo aquele que pensa no futuro vive no medo
e no terror.
Isto deve-se ao fato de a inteligência e o carácter das massas serem
incomparavelmente menores do que a inteligência e o carácter dos
poucos que produzem algo de verdadeiramente válido para a comunidade.
Tenho confiança em que a posteridade lerá estas afirmações com um
sentimento de orgulho e superioridade justificada.”
(Albert Einstein, in 'Discurso (1938) - integrado em casulo
a ser aberto 5000 anos mais tarde')
[Físico, Teoria da Relatividade, Alemanha 1879 // 1955]
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
FRASES de SÉNECA
COMANDAR
“Comandar não significa dominar, mas cumprir um dever.”
GRANDEZA
“Se um grande homem cair, mesmo depois da queda,
ele continua grande.”
INVEJA E ALEGRIA
“Evitamos a inveja se guardarmos as alegrias
para nós próprios.”
ESPERANÇAS
“Os desejos da vida formam uma corrente
cujos elos são as esperanças.”
PROGRESSO
“Perguntas-me qual foi o meu progresso?
Comecei a ser amigo de mim mesmo.”
BEM E MAL
“Antes queria ser derrotado no bem do que vencer no mal.”
(Lucius Annaeus Séneca, foi um dos mais célebres advogados,
escritores e intelectuais do Império Romano)
“Comandar não significa dominar, mas cumprir um dever.”
GRANDEZA
“Se um grande homem cair, mesmo depois da queda,
ele continua grande.”
INVEJA E ALEGRIA
“Evitamos a inveja se guardarmos as alegrias
para nós próprios.”
ESPERANÇAS
“Os desejos da vida formam uma corrente
cujos elos são as esperanças.”
PROGRESSO
“Perguntas-me qual foi o meu progresso?
Comecei a ser amigo de mim mesmo.”
BEM E MAL
“Antes queria ser derrotado no bem do que vencer no mal.”
(Lucius Annaeus Séneca, foi um dos mais célebres advogados,
escritores e intelectuais do Império Romano)
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
O TEMOR COMBATE-SE COM A ESPERANÇA
“Não haverá razão para viver, nem termo para as nossas misérias,
se for mister temer tudo quanto seja temível.
Neste ponto, põe em ação a tua prudência; mercê da animosidade
de espírito, repele inclusive o temor que te acomete de cara
descoberta. Pelo menos, combate uma fraqueza com outra:
tempera o receio com a esperança.
Por certo que possa ser qualquer um dos riscos que tememos,
é ainda mais certo que os nossos temores se apaziguam, quando
as nossas esperanças nos enganam.
Estabelece equilíbrio, pois, entre a esperança e o temor; sempre
que houver completa incerteza, inclina a balança em teu favor:
crê no que te agrada.
Mesmo que o temor reúna maior número de sufrágios, inclina-a
sempre para o lado da esperança; deixa de afligir o coração, e
figura-te, sem cessar, que a maior parte dos mortais, sem ser
afetada, sem se ver seriamente ameaçada por mal algum,
vive em permanente e confusa agitação.
É que nenhum conserva o governo de si mesmo: deixa-se
levar pelos impulsos, e não mantém o seu temor dentro de
limites razoáveis. Nenhum diz: - Autoridade vã, espírito vão:
ou inventou, ou lho contaram.
Flutuamos ao mínimo sopro.
De circunstâncias duvidosas, fazemos certezas que nos
aterrorizam. Como a justa medida não é do nosso feitio,
instantaneamente uma inquietude se converte em medo.”
(Lucius Annaeus Séneca)
se for mister temer tudo quanto seja temível.
Neste ponto, põe em ação a tua prudência; mercê da animosidade
de espírito, repele inclusive o temor que te acomete de cara
descoberta. Pelo menos, combate uma fraqueza com outra:
tempera o receio com a esperança.
Por certo que possa ser qualquer um dos riscos que tememos,
é ainda mais certo que os nossos temores se apaziguam, quando
as nossas esperanças nos enganam.
Estabelece equilíbrio, pois, entre a esperança e o temor; sempre
que houver completa incerteza, inclina a balança em teu favor:
crê no que te agrada.
Mesmo que o temor reúna maior número de sufrágios, inclina-a
sempre para o lado da esperança; deixa de afligir o coração, e
figura-te, sem cessar, que a maior parte dos mortais, sem ser
afetada, sem se ver seriamente ameaçada por mal algum,
vive em permanente e confusa agitação.
É que nenhum conserva o governo de si mesmo: deixa-se
levar pelos impulsos, e não mantém o seu temor dentro de
limites razoáveis. Nenhum diz: - Autoridade vã, espírito vão:
ou inventou, ou lho contaram.
Flutuamos ao mínimo sopro.
De circunstâncias duvidosas, fazemos certezas que nos
aterrorizam. Como a justa medida não é do nosso feitio,
instantaneamente uma inquietude se converte em medo.”
(Lucius Annaeus Séneca)
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
VIGIEMOS...
“Quando sozinhos, vigiemos nossos pensamentos;
em família, nosso gênio; em sociedade, nossa língua...”
(Anne Louise Germaine de Staël)
em família, nosso gênio; em sociedade, nossa língua...”
(Anne Louise Germaine de Staël)
A RACIONALIZAÇÃO DAS EMOÇÕES
“O ponto de vista feminino tem sido muito mais difícil de expressar
que o masculino.
Se assim me posso exprimir, o ponto de vista feminino não passa pela
racionalização por que o intelecto do homem faz passar os seus sentimentos.
A mulher pensa emocionalmente; a sua visão baseia-se na intuição.
Por exemplo, ela pode ter um sentimento em relação a qualquer coisa que
nem sequer é capaz de articular.
A princípio, achei extremamente difícil descrever como me sentia.
Porém, se fazemos psicanálise, a questão é sempre: «Como é que se sentiu
em relação a isso?» e não «O que é que pensou?»
E como muito frequentemente a mulher não deu o segundo passo, que é
explicar a sua intuição - por que passos lá chegou, o a-b-c daquilo - ela
não consegue ser tão articulada.
Ora eu tentei fazer isso (quer tenha conseguido quer não), e, porque estava
a escrever um diário que pensava que ninguém leria, consegui anotar o que
sentia acerca das pessoas ou o que sentia acerca do que via sem o segundo
processo.
O segundo processo veio através da psicanálise, que era igualmente um
método de comunicar com o homem em termos de uma racionalização
das nossas emoções de modo que pareçam fazer sentido ao intelecto
masculino.
Por isso existe uma diferença, penso eu, que é muito profunda, mas que
está a começar a desaparecer.
Com efeito, penso que, quando a geração mais jovem passa por qualquer
experiência psicanalítica descobre que os sonhos dos homens e das
mulheres são os mesmos, o inconsciente é universal, e que aí as coisas
brotam do sentimento e do instinto e não passaram pelo processo de
racionalização, e portanto este é um ponto de vista feminino.”
(Anais Nin, in "Fala Uma Mulher")
que o masculino.
Se assim me posso exprimir, o ponto de vista feminino não passa pela
racionalização por que o intelecto do homem faz passar os seus sentimentos.
A mulher pensa emocionalmente; a sua visão baseia-se na intuição.
Por exemplo, ela pode ter um sentimento em relação a qualquer coisa que
nem sequer é capaz de articular.
A princípio, achei extremamente difícil descrever como me sentia.
Porém, se fazemos psicanálise, a questão é sempre: «Como é que se sentiu
em relação a isso?» e não «O que é que pensou?»
E como muito frequentemente a mulher não deu o segundo passo, que é
explicar a sua intuição - por que passos lá chegou, o a-b-c daquilo - ela
não consegue ser tão articulada.
Ora eu tentei fazer isso (quer tenha conseguido quer não), e, porque estava
a escrever um diário que pensava que ninguém leria, consegui anotar o que
sentia acerca das pessoas ou o que sentia acerca do que via sem o segundo
processo.
O segundo processo veio através da psicanálise, que era igualmente um
método de comunicar com o homem em termos de uma racionalização
das nossas emoções de modo que pareçam fazer sentido ao intelecto
masculino.
Por isso existe uma diferença, penso eu, que é muito profunda, mas que
está a começar a desaparecer.
Com efeito, penso que, quando a geração mais jovem passa por qualquer
experiência psicanalítica descobre que os sonhos dos homens e das
mulheres são os mesmos, o inconsciente é universal, e que aí as coisas
brotam do sentimento e do instinto e não passaram pelo processo de
racionalização, e portanto este é um ponto de vista feminino.”
(Anais Nin, in "Fala Uma Mulher")
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